QR Code padrão GS1: o que muda na sua embalagem até 2027.
O código de barras está ganhando um sucessor: um QR que o caixa da loja lê como EAN e o consumidor abre no celular. Gerar o código é a parte fácil. O que importa é para onde ele leva.
O EAN vai dentro do endereço.
Um QR comum guarda só um link: serve para o consumidor, mas o caixa não sabe que produto é. O código de barras é o contrário. No padrão GS1 (o nome técnico é GS1 Digital Link), o link segue uma regra: o número do produto aparece depois de um /01/.
Assim, o leitor do caixa tira o EAN do QR e registra a venda, e o celular abre a página oficial do produto.
- fich.com.br
- Onde a página oficial está. O celular abre a ficha.
- 01
- Avisa ao leitor do caixa: o que vem a seguir é o GTIN.
- 02000099000019
- O EAN do produto, com 14 dígitos. É o mesmo número do código de barras.
Por que agora
A GS1, organização que administra o EAN no mundo, tem uma meta global chamada Sunrise 2027: que os caixas do varejo consigam ler códigos 2D, como o QR, até o fim de 2027.
No Brasil, a GS1 Brasil conduz a transição, e grandes indústrias já assinaram o compromisso de migrar. O código de barras tradicional não some de uma vez: os dois convivem por um tempo, e a troca acontece a cada nova arte de embalagem.
O que a sua marca precisa fazer
- Conferir os EANs. Cada produto com o EAN certo, com dígito verificador válido.
- Ter uma página oficial por produto. O QR precisa levar a algum lugar mantido pela marca, sempre atualizado.
- Trocar a arte na próxima reimpressão. Sem pressa de jogar embalagem fora: o novo QR entra no próximo lote.
- Atualizar sem reimprimir. Mudou o manual ou a ficha técnica? A página muda, o QR impresso continua o mesmo.
O destino oficial do QR
O QR padrão GS1 leva a um link mantido pela marca. No lugar de um PDF solto ou da página genérica do site, a ficha oficial do produto.
- A página oficial do produto, feita para o celular: ficha técnica, fotos, vídeos, manuais e contato da marca
- Atualize quando quiser: a página muda, o QR impresso continua o mesmo
- Versões publicadas e histórico de quem mudou o quê
- Catálogos da marca para franquias, representantes e lojistas
- Insights: leituras por cidade, aparelho e origem, sem cookies e sem guardar IP
Já gera o QR na GS1 Brasil?
Ótimo. Use o endereço da ficha no Fich como destino do produto no cadastro da GS1. O QR continua sendo o oficial; o consumidor passa a encontrar a página oficial.
Prefere tudo num lugar só?
O Fich gera o QR padrão GS1 de cada produto com EAN, em SVG para a gráfica, PDF e PNG, com um QR por origem para medir de onde vêm as leituras.
Perguntas frequentes
Já gero o QR na GS1 Brasil. Preciso do Fich?
O QR gerado na GS1 leva o consumidor a um link que a marca escolhe. O Fich é esse destino: a página oficial do produto, com ficha técnica, manuais, vídeos, catálogo e métricas de uso, que sua equipe atualiza sem mexer na embalagem. A GS1 dá o número e o código; o Fich cuida do que o consumidor encontra.
O código de barras vai acabar?
Não de uma vez. Durante a transição, a embalagem pode ter os dois. A ideia é que, com o tempo, o QR padrão GS1 faça o papel dos dois códigos.
Preciso ser associado à GS1 Brasil?
O EAN do seu produto vem da GS1 Brasil, então quem já tem código de barras próprio já é associado. O Fich não emite EAN: ele usa o número que você já tem para gerar o QR e a página oficial.
O QR do Fich que já imprimi continua valendo?
Sim. Os QRs curtos (fich.com.br/q/…) continuam funcionando para sempre. Na próxima arte, baixe o QR novo, no padrão GS1.
Dá para colocar lote e validade no QR?
O padrão permite, e o Fich aceita QRs com lote, série e validade no endereço, levando à ficha do produto. Páginas diferentes por lote ainda não fazem parte do Fich.
E se o produto sair de linha?
Quem escanear vê uma página da marca avisando que o produto não está mais disponível, nunca um erro.